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Vergonha: o pântano da alma

Em minhas inúmeras buscas por respostas, por saber qual o caminho certo, ou se estou no caminho? Assisti o vídeo no TED com Brené Brown, ou mais conhecidamente Vulnerability TED Woman. Pesquisadora que estuda a mais de 12 anos sobre a conexão humana, ou seja, o porquê de estarmos aqui!



Entretanto, após 6 anos de pesquisa identificou a premissa básica de seu estudo:

O problema da conexão humana estava no medo da desconexão, ou seja, na VERGONHA. No sentimento de que há algo sobre mim que se outras pessoas souberem ou virem, fará que eu não mereça essa conexão.

Mas saiba, ela é universal: todos temos e, as únicas pessoas que não sentem vergonha não têm capacidade para empatia ou conexão humana.

Mas vamos falar sobre a VERGONHA. Ela é conhecida como o PÂNTANO DA ALMA – e o objetivo não é adentrá-lo, construir uma casa e morar lá. É calçar galochas, 

atravessá-lo e encontrar nosso caminho de volta.


O motivo da vergonha? 


Na arena da vida, quem importa não quem critica, não é quem fica sentado apontando como o outro poderia ter feito melhor ou como tropeça cai. O crédito sempre irá para o homem da arena, cuja face esta marcada por poeira, sangue e suor! Mas quando ele está na arena, na melhor das hipóteses, ele vence, e na pior, ele perde. Mas quando ele fracassa, quando ele perde, ele o faz com grande ousadia!

Se conseguirmos silenciar a vergonha e dizer “vou fazer isso!” nós procuraremos o crítico, apontando e rindo, e 99% das vezes, este crítico É VOCÊ MESMO!

Pois a vergonha passa por dois clichês: 

1 – Você não é bom o bastante e;

2 – Quem você pensa que é?


O que precisamos entender sobre vergonha é que ela pode ser confundida com culpa. 

  • Vergonha é o foco no EU – Desculpa, eu sou um erro! Ela está diretamente ligada ao vício, a depressão, a violência, a agressão, ao bullyng, ao suicídio, aos distúrbios alimentares..

  • Culpa é o foco no comportamento (eu fiz algo ruim) – Desculpe-me, eu cometi um erro! Já a Culpa se relaciona inversamente com as coisas citadas e o que precisamos realmente saber, é que nossa capacidade de lidar com coisas que fazemos ou que falhamos é incrivelmente adaptável (desconfortável, mas adaptável)!

Entretanto, ninguém quer falar sobre isso: e quanto menos você discute, mais se tem.


Assim, para que a conexão aconteça, temos que nos permitir ser vistos - “realmente vistos”!

Após 6 anos de pesquisa e da publicação da teoria sobre a “vergonha” e como ela funciona – descobriu que as pessoas poderiam ser separadas ,“grosseiramente”, entre as pessoas que estão sempre imaginando se são boas o suficiente e as que ACREDITAVAM realmente que elas merecem amor e pertencimento – as intituladas CORAÇÕES PLENOS.

Mas o que estas pessoas com senso de merecimento tem em comum?

  • Senso de Coragem – palavra latina para coração – contar sua história de todo coração – ter a coragem de ser imperfeito (a), 

  • Compaixão – de ser gentil consigo mesmo primeiro e então com os outros,

  • Conexão – como resultado de autenticidade – estar disposto a abandonar quem pensavam que deveriam ser, a fim de ser quem elas eram!

  • VULNERABILIDADE: elas abraçam completamente – acreditam que o que as tornam vulneráveis as tornam lindas, únicas e fortes. Não falam de vulnerabilidade com desconforto, nem dor, elas falam disso como algo necessário.



A VERGONHA é uma epidemia em nossa cultura!

Então te convido a entrar nesta arena e lutas para conseguir sair debaixo dela (vergonha), achar o caminho para nos encontrar, temos que entender como isso nos afeta, e como isso afeta o modo como educamos nossos filhos, como trabalhamos, como vemos uns aos outros.

Vamos

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